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Concelhia do PS de Seia lamenta “esquecimento inaceitável” dos IC12 e IC37 no PNI 2030

A comissão política concelhia do PS de Seia considerou esta quarta-feira um “esquecimento inaceitável” o facto de os itinerários complementares da Serra da Estrela IC 37 e IC 12 não estarem incluídos no Programa Nacional de Investimentos (PNI) 2030.

A concelhia liderada por Carlos Filipe Camelo, que também preside à Câmara Municipal de Seia, refere em comunicado que “Seia e toda a região da Serra da Estrela vinham aguardando, com grande expectativa, considerando a ausência de investimento público nos últimos anos, o anúncio do PNI 2030”.
Segundo a nota, “analisados os projetos que constam do documento, releva-se a inclusão do Itinerário Complementar (IC) 6 até ao nó de Folhadosa, o que, sendo um sinal importante, perde a eficácia se não for acompanhado dos restantes investimentos rodoviários há muito previstos no âmbito da Rede Rodoviária da Serra da Estrela (IC 6, 7 e 37), cujos projetos estão concluídos, os traçados definidos, milhões de euros gastos em estudos e a existência de um amplo consenso entre os autarcas sobre a sua priorização (gradual e faseada)”.
Para o PS, “a ausência de uma referência mais ampla aos itinerários da Serra da Estrela, vitais para a afirmação de toda uma região, não pode ser justificada com o acesso à Zona Industrial de Oliveira do Hospital, ignorando-se os demais agentes do tecido económico de toda uma vasta região”. “Lamenta-se o esquecimento inaceitável do IC 37 (corredor Seia – Nelas – Viseu), assim como a conclusão do IC 12 entre Canas de Senhorim e Mangualde, em complementaridade à requalificação da linha ferroviária da Beira Alta”, lê-se no documento.
Segundo o PS de Seia, no distrito da Guarda, estas rodovias são decisivas para melhorar a atratividade, captar mais investimento e aumentar a competitividade do tecido económico instalado numa região “desprovida de ligações aos principais eixos rodoviários do país”.
A concelhia socialista refere ainda que, o atual Governo, “que continuamente considerou justa esta pretensão, sempre se desresponsabilizou, argumentando não ter sido o PS a negociar o quadro de financiamento 2014-2020, pelo que é incompreensível que o Governo do PS, chegado o momento de tomar decisões, faça exatamente o mesmo que o Governo anterior, que tanto criticou, e não inclua estes investimentos no referido PNI”.
“O Governo, que tem feito um discurso a favor do interior, não pode, sob pena de se descredibilizar completamente, ignorar, mais uma vez, a região da Serra da Estrela, onde os níveis de desertificação são alarmantes”, afirma o partido.
A terminar a nota, o PS/Seia apela ao primeiro-ministro “para que ponha termo a este lamentável esquecimento”.

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