Diretor: Paulo Menano

Unidade de Saúde da Guarda reduz número de camas para enfrentar escassez de meios humanos

A Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda anunciou que decidiu ajustar a “oferta assistencial” no Hospital de Sousa Martins para “fazer face à escassez de recursos humanos”, embora não haja serviços em risco de fechar.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a ULS refere que a medida foi tomada “para fazer face à escassez de recursos humanos agravada pela redução do horário de trabalho de 40 para 35 horas, desde dia 01 de julho de 2018, e para não colocar em causa a qualidade e segurança dos cuidados a prestar aos doentes”.

Segundo a nota, foi “temporariamente ajustada a oferta assistencial” no Hospital de Sousa Martins com a redução de 16 camas em vários serviços e o encerramento da Unidade de Cuidados Intermédios de Cardiologia, “passando o Serviço de Medicina Intensiva a assegurar as situações de necessidade na área, nas camas de cuidados intermédios que lhe estão alocadas”.

A ULS reduziu quatro camas no serviço de Cirurgia, igual número no serviço de Ortopedia, seis camas no serviço de Pneumologia, uma de Otorrinolaringologia e outra cama de Oftalmologia, e procedeu à “deslocalização das restantes seis camas para próximo do serviço de Ginecologia”.

A fonte explica que “não foi necessário ajuste nos tempos cirúrgicos nem nas Consultas Externas” e garante que “não há serviços hospitalares em risco de fechar”.

No dia 14 de junho, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) alertou para a falta destes profissionais na ULS da Guarda e defendeu a “contratação imediata de mais” trabalhadores para colmatar a “grave carência”.

Alfredo Gomes, coordenador da Direção Regional da Beira Alta do SEP, disse à Lusa que a falta de enfermeiros seria mais evidente a partir de 01 de julho, “porque 225 enfermeiros da ULS da Guarda vão deixar de ter que fazer 40 horas para passarem a fazer 35”.

Pelas contas do sindicalista, para assegurar as horas que “ficam a descoberto, são necessários, pelo menos, mais 37 enfermeiros para manter o que está hoje, que já não é bom”.

O dirigente vaticinou que, caso não fossem tomadas medidas por parte do Governo, alguns serviços e algumas camas podiam fechar.

Fonte:beira.pt

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