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Rui Rio defende presunção de inocência para todos os portugueses

O presidente do PSD defendeu esta segunda-feira, em Viana do Castelo, o respeito pelo princípio de presunção de inocência para todos os portugueses e criticou julgamentos “na praça pública”, referindo-se ao processo que envolve o vice-presidente do seu partido Álvaro Amaro.

 “Temos todos, relativamente a qualquer português, quer esteja na política ou não esteja na política, que respeitar o princípio da presunção de inocência e respeitando o principio de presunção de inocência temos de aguardar não pelos julgamentos populares mas os julgamentos nos tribunais. Infelizmente, esses julgamentos arrastam-se três, quatro, cinco, seis e sete anos e a pessoa vai sendo queimada em lume brando”, afirmou Rui Rio.
Questionado pelos jornalistas que o aguardavam no Forte Santiago da Barra, em Viana do Castelo, para o lançamento do livro “E agora, Portugal? – Tribuna Social”, do ex-deputado Eduardo Teixeira, Rio defendeu ainda que “os julgamentos das pessoas se façam nos tribunais e não na praça pública”.
“Num estado de direito democrático não está correto nem para militantes do PSD, nem do PS, nem de coisa nenhuma”, frisou.
Rui Rio, que à margem do lançamento do livro “E agora, Portugal? – Tribuna Social”, do presidente da concelhia do PSD de Viana do Castelo, adiantou ter falado com Álvaro Amaro, que lhe deu as sua versão dos factos e “a certeza absoluta de que não cometeu qualquer crime e, se calhar, nenhuma irregularidade administrativa”.
O vice-presidente do PSD Álvaro Amaro é um dos cinco arguidos constituídos no âmbito da operação “Rota Final”. Na Câmara da Guarda, Álvaro Amaro renunciou ao mandato para assumir o mandato de deputado ao Parlamento Europeu, na sequência das eleições de 26 de maio último, deixando a presidir ao município o seu antigo vice-presidente. Álvaro Amaro é ainda arguido num outro processo, pela alegada prática dos crimes de fraude na obtenção de subsídio e prevaricação.

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