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Rede Artéria liga oito municípios do Centro

Vai desenrolar-se em 2018 e 2019, envolve oito municípios e outras tantas instituições acadêmicas do Centro e deverá chegar a 20 mil espetadores na região alargada em que vai desenvolver-se. Centenas de atores e cidadãos anónimos vão participar na rede cultural Artéria, um projeto apresentado hoje, em Coimbra, que vai mobilizar oito vilas e cidades da região Centro durante dois anos.

“O que circula não são apenas os espetáculos. O que circula são as cidades”, afirmou a covilhanense Isabel Craveiro, da companhia O Teatrão, na divulgação pública da iniciativa, no auditório da Oficina Municipal do Teatro, em Coimbra.

Isabel Craveiro salientou que cada espetáculo, a produzir localmente, será “uma espécie de embaixador” presente nos demais municípios envolvidos numa iniciativa que, segundo a presidente da Comissão de Coordenação da Região Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa, representa um investimento global superior a 630 mil euros, apoiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Para Ana Abrunhosa, o projeto Artéria, em que participam os municípios de Coimbra, Guarda, Viseu, Ourém, Fundão, Figueira da Foz, Tábua e Belmonte, “encaixa na perfeição nos objetivos dos fundos comunitários”, criados para promover a coesão territorial e social.

Neste empreendimento cultural multimunicipal, “a tónica não está nas cidades”, mas sobretudo “na ideia de cidade”, realçou Isabel Craveiro.

“Tentamos juntar o que habitualmente não se junta”, referiu, frisando que este esforço de diferentes instituições locais e regionais, entre públicas, associativas e privadas, “é a mais-valia” deste projeto para que se possa “fazer a mudança”.

Na sua opinião, “falta muito a região Centro assumir-se como uma região”, o que implica, também, “trabalhar o tecido cultural de cada território” e promover “o conhecimento e a troca entre as pessoas” e as comunidades.

“Cada um dos criadores, ao longo de um calendário de dois anos, vai produzir um espetáculo”, anunciou a dirigente associativo, a propósito de um projeto cultural inovador que, em termos de público, deverá chegar a pelo menos 20 mil espetadores, segundo a organização.

A iniciativa responde ao “objetivo de aplicação dos fundos comunitários”, salientou Ana Abrunhosa, ao valorizar o empenho coletivo “para tentar construir o espírito de uma região que é muito diversa”.

Na sua opinião, a partir de uma base cultural, importa trabalhar a fim de “fazer coesão no território”, desde logo com Artéria, “um excelente desafio fora da caixa” para promover esse desígnio.

Apresentação n’O Teatrão de Coimbra com a presença dos oito municípios envolvidos e diferentes entidades culturais
Para a diretora regional da Cultura do Centro, Celeste Amaro, trata-se de “um projeto completamente inovador” que agora pode avançar, apesar de “não ter sido fácil juntar” autarquias e outras entidades tão diferentes.

A execução do projeto multimunicipal arranca em Coimbra, no dia 30 de junho, com o espetáculo “Sofia, meu amor!”, pela companhia Trincheira Teatro, dedicado à rua da Sofia (que integra o Património Mundial da Humanidade da cidade do Mondego) a que se seguem apresentações na Guarda (07 de julho), Ourém (15 de julho) e Belmonte (22 de julho).

Na sessão, intervieram ainda Clara Almeida Santos, vice-reitora da Universidade de Coimbra (UC), Carina Gomes, vereadora da Cultura da Câmara de Coimbra, António Sousa Ribeiro, diretor do Centro de Estudos Sociais (CES) da UC, e representantes das autarquias e outras instituições que integram o projeto.

A Rede Artéria, ontem apresentada na Oficina Municipal do Teatro (OMT) de Coimbra, conta com a coordenação d’O Teatrão e apoio comunitário, por via do programa Centro 2020, que contribuiu com uma verba à volta de 380 mil euros, 60% do custo global, a rondar os 632 mil euros.

Não é nova a ideia de que, criadas que foram as infraestruturas básicas na área da cultura, a região Centro necessita de uma efetiva rede de itinerância de produção artística. E o facto, é que experiências nesse registo têm acontecido, sobretudo com parcerias estabelecidas entre companhias e agentes culturais. Falta, todos sabem, num diagnóstico feito há muito, um empenho efetivo de entidades que possam financiar essa prática e, também, é certo, o envolvimento de parceiros da área da universidade e da academia na sua ligação às pessoas e aos territórios.

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