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PCP questiona Governo sobre encerramento de balcão dos CTT em Celorico da Beira

O PCP questionou o Governo sobre o eventual fecho da estação dos CTT em Celorico da Beira. Numa pergunta dirigida ao Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, os deputados Duarte Alves e Bruno Dias interrogam sobre que medidas tem o Governo em vista no sentido de assegurar a manutenção daquela estação de correios.

O PCP explica no documento que a população do concelho de Celorico da Beira foi confrontada “com a intenção da administração dos CTT de encerrar a estação de correio” naquela vila.
“Até que ponto de degradação e delapidação dos CTT e do serviço público postal deixará o Governo chegar sem tomar as medidas necessárias para precaver estes anúncios da administração dos CTT de encerramento de estações e postos dos correios, prejudicando as populações, em particular nas regiões do Interior?”, questionou o partido.
“No quadro de vários anúncios de encerramentos de estações e postos de correio em vários pontos do distrito da Guarda, a administração dos CTT prepara-se para, assim, dar mais uma machadada na prestação do serviço postal no distrito”, aponta.
Segundo os deputados, “o encerramento da Loja dos CTT de Celorico da Beira é mais um exemplo de que as garantias de prestação do serviço postal público apresentadas no momento da privatização foram promessas escritas em papel molhado”.
“Um exemplo que se enquadra no caminho de delapidação dos CTT – empresa que gozava de elevado prestígio, de um vasto património e de 500 anos de História – evidenciado pela distribuição de dividendos pelos acionistas acima dos valores dos lucros da empresa”, sustenta.
Para Duarte Alves e Bruno Dias, “recuperar o caráter público dos CTT é essencial para garantir os direitos constitucionais das populações”, afirmando que “é nessa exigência que o PCP continuará a insistir”. Os deputados lembram que, “com a privatização dos CTT decidida pelo Governo PSD/CDS, Portugal passou a ser um dos poucos países no mundo que têm o serviço postal privatizado”.
No documento, os deputados do PCP lembram ainda que, “aquando da privatização dos CTT, foram propagandeadas um conjunto de garantias de que o serviço público postal manteria as suas responsabilidades no acesso das populações a este serviço e na garantia da coesão territorial do país”.

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