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Mãe e filho da Guarda detidos na Síria por pertencerem ao Daesh

Dylan Omar e a mãe, Catarina Almeida, oriundos da Guarda, encontram-se detidos na Síria, num campo para mulheres e filhos de jihadistas do Estado Islâmico, depois de terem sido capturados por forças curdas.

O Expresso apurou que o antigo guerrilheiro do Daesh, que tem 25 anos e que está actualmente numa cadeira de rodas, depois de ter sido ferido em combate, está retido num campo de detenção na Síria, juntamente com a mãe, Catarina Almeida, e com os seus filhos.

As crianças, cujas idades e número não são conhecidos, terão nascido já na Síria, para onde Dylan Omar viajou em 2014, para se juntar ao Estado Islâmico, proveniente de Trappes, uma localidade nos arredores da capital francesa, como nota o semanário.

Com o terrorista terá viajado a mãe, que está agora a cuidar dos netos no campo de detenção. A mulher terá sido radicalizada pelo companheiro de nacionalidade turca, que terá também influenciado Dylan Omar.

A família de quatro a cinco elementos foi capturada por forças curdas na Síria, mas não foram “abatidos, ao contrário de tantos outros fundamentalistas islâmicos ocidentais”, escreve o Expresso. O facto de Dylan se deslocar numa cadeira de rodas pode ter contribuído para esse cenário.

O futuro destes jihadistas capturados continua a ser uma incógnita e não há, nesta altura, nenhum tipo de protocolo “sobre como reagir ao regresso de ex-combatentes” aos seus países de origem, como nota ao Expresso José Luís Ferreira Trindade, o procurador do Ministério Público que trabalha no gabinete português da Eurojust em Haia, na Holanda.

“No que se refere às mulheres, não se pode dizer que a reacção preferencial passe apenas pela sua desradicalização, podendo antecipar-se a necessidade de submetê-las igualmente a reacções penais que passem pelo encarceramento”, frisa Ferreira Trindade.

Já quanto aos ex-combatentes “estão sujeitos a investigação de natureza criminal e eventuais condenações”, “mas não é possível afirmar que todos serão condenados com penas de prisão efectivas”, refere. Tudo dependerá do treino militar que receberam e do envolvimento que tiveram nas acções do Daesh, o que poderá ser complicado de apurar.

Mas há ainda que considerar as crianças que nasceram no seio do “califado” implementado pelo grupo terrorista. Algumas receberam treino militar e estiveram envolvidas em degolações, o que levanta muitos problemas em termos de reintegração.

FONTE:zap.aeiou.pt

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