Diretor: Paulo Menano

Greve dos trabalhadores da ManpowerGroup em Seia com adesão de 95%

A greve de 24 horas dos trabalhadores da ManpowerGroup Solutions, no Centro de Contacto da EDP, em Seia, no distrito da Guarda, regista uma adesão de 95%, segundo fonte sindical. Os 600 trabalhadores do Centro de Contacto da EDP reivindicam aumento de salário e melhores condições de trabalho.

Segundo o sindicato, os operários “reivindicam melhores aumentos salariais que os propostos pela direção da empresa em negociação com a estrutura sindical do SITE-CN”.
José Paixão, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente – Centro Norte (SITE-CN), adianta que a adesão à greve no serviço, que tem cerca de 600 trabalhadores, “ronda os 95%” e “só estão a funcionar os serviços mínimos”. “[A adesão] está um pouquinho melhor do que aquilo que nós tínhamos em perspetiva, após o plenário que realizámos na segunda-feira. Está a revelar-se mais forte, mas quando marcámos a greve tínhamos esta expectativa de que a adesão fosse praticamente total”, disse o sindicalista.
José Paixão referiu que os trabalhadores no Centro de Contacto da EDP, em Seia, estão em greve pela melhoria dos salários e das condições de vida e de trabalho.
Segundo o sindicato, os operários “reivindicam melhores aumentos salariais que os propostos pela direção da empresa em negociação com a estrutura sindical do SITE-CN”. No último plenário, os trabalhadores exigiram, “no mínimo”, um aumento salarial “de 25 euros para todos, ao contrário daquilo que a empresa aplicou, em que, para os dois primeiros escalões, deu um aumento de 20 euros”. “Ou seja, estamos a falar do aumento do salário mínimo nacional, tendo em atenção que no primeiro escalão o salário que está agora em prática é de 600 euros e o segundo escalão é de 603 euros”, justificou. Nos restantes quatro escalões salariais, disse que o aumento foi de 17 euros: “Estamos a falar de 605 euros para o terceiro escalão, de 610 euros para o quarto escalão, de 637 euros para o quinto escalão e, para o último escalão, para trabalhadores com mais de oito anos de casa, de 642 euros”. “Estamos a falar de salários miseráveis (…), numa empresa que está a fazer um serviço essencial para a EDP, o que não é correto”, declarou o dirigente sindical.
Os trabalhadores também reivindicam o aumento do subsídio de refeição e do valor dos prémios de assiduidade. Para além da questão dos salários, os funcionários reclamam melhores condições de trabalho, segundo o dirigente do SITE-CN.
José Paixão espera que a direção local e nacional da empresa ManpowerGroup Solutions e a própria EDP pensem “em melhorar não só as condições salariais mas também de trabalho” dos trabalhadores do serviço de Seia, que, na sua opinião, estão “a fazer um trabalho de excelência”.

 

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