Diretor: Paulo Menano

Estudo revela que investimento público nos Politécnicos é duplicado

Cada euro de investimento público nos institutos superiores politécnicos é transformado por estas instituições em pelo menos dois euros de atividade económica. A conclusão é de um estudo conselho coordenador dos politécnicos que analisou os institutos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Guarda, Leiria, Portalegre, Santarém, Setúbal, Tomar, Viana do Castelo e Viseu.

O estudo ‘O impacto económico dos institutos superiores politécnicos em Portugal’, do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), destaca que, entre os institutos analisados, o melhor resultado no retorno do investimento público pertence ao politécnico do Cávado e Ave, que multiplica por 5,61 cada euro investido. O documento, que analisa os impactos diretos e indiretos da presença de 12 destes institutos nas regiões onde se inserem, revela que o pior é o politécnico de Beja que aparece com resultados mais baixos na multiplicação do investimento público que recebe, mas que ainda assim, quase consegue transformar cada euro investido em dois.
Os resultados não surpreendem o presidente do CCISP, Pedro Dominguinhos, que em entrevista à agência Lusa sobre o estudo defendeu que “quem está no terreno tem a noção clara do impacto que cada instituição politécnica possui” para os seus concelhos e regiões. “Nós tínhamos esta noção clara de que era importante. Às vezes os números falam por si só, representam um impacto muito significativo do ponto de vista do valor e da despesa gerada, mas acima de tudo representam um impacto muito significativo também ao nível do emprego gerado”, disse o também presidente do politécnico de Setúbal, que defendeu que o estudo demonstra “de uma forma inequívoca a imprescindibilidade” dos politécnicos para o desenvolvimento e coesão e económica e social das regiões.
A atividade económica gerada pelos 12 institutos analisados neste estudo varia entre os 17 milhões de euros do politécnico de Portalegre e os 129 milhões de euros do politécnico de Leiria, que têm, no entanto, pesos mais reduzidos no PIB das suas localidades — 3,68% e 4,16%, respetivamente. Estão também entre os três principais empregadores das suas regiões, no caso do instituto de Leiria com mais de quatro mil empregos criados, que absorvem mais de 4% da população ativa da região.
O CCISP tem em preparação outro estudo, que vai também medir o impacto da transferência do conhecimento produzido por estas instituições para a sociedade, que Pedro Dominguinhos considera ser uma questão “crucial, bem como o valor económico dos diplomados”.

 

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