Diretor: Paulo Menano

“Descontrolo de outrora, pesou no passado, pesa hoje e pesará no futuro”, Alexandre Lote

Na sequência dos dados divulgados pelo Rating Municipal Português (RMP) que colocam o concelho de Fornos de Algodres na 301ª posição da tabela como sendo um dos concelhos menos sustentáveis do país, o vice-presidente do município divulgou um comunicado de “Análise à Síntese do Rating Municipal Português”. Alexandre Lote refere que o “descontrolo de outrora, pesou no passado (2013-2018), pesa hoje (2019) e pesará no futuro em todos os processos de tomada de decisão quanto ao futuro do concelho”.

No documento divulgado, Alexandre Lote tece algumas considerações ao estudo que coloca Fornos de Algodres na 301ª posição do rating com 5,33 pontos positivos, referindo que “o lugar ocupado pelo Município no Rating Global é em tudo resultado, da aplicação durante mais de uma década, de uma política de gestão descontrolada quanto ao nível de endividamento do Município”.
Na sua comunicação, o Vice- presidente do município, começa por destacar, por exemplo, o prazo médio de pagamento da autarquia a fornecedores que é de “4 dias”; destacando ainda que “Fornos de Algodres é o 24º melhor município do país na dimensão da Governação, sendo o melhor da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela” e “na dimensão da eficácia de serviço ao cidadão” é considerado o 95º melhor município do país. No entanto, o autarca salienta também que “relativamente à sustentabilidade financeira, o Município de Fornos de Algodres é 3º pior do país”. Ressalvando, no entanto, que “tudo conjugado, e sobretudo devido à pontuação negativa relacionada com a sustentabilidade financeira (são só 32 pontos negativos) o Município consegue, mesmo assim acabar com 5 pontos positivos, ficando no lugar 301º do Rating Geral”.
O vice-presidente tece ainda um conjunto de considerações e conclusões, das quais destaca a dívida que o actual executivo, liderado por Manuel Fonseca, herdou em 2013. A “dívida contabilizada era de 33 milhões de euros, a que acrescia perto de 2 Milhões de euros em passivos contingentes (valores que os fornecedores afirmavam estar em dívida pela autarquia, mas não registadas nas contas municipais)”,refere. Alexandre Lote destaca ainda que entre 2013 e 2017, o actual executivo conseguiu pagar “mais de 6 milhões de euros em serviço de dívida”, e salienta que “desde 2014 que apresentamos resultados operacionais positivos, contrariando uma tendência de mais de uma década de resultados operacionais negativos”.
Segundo o município fornense, o “descontrolo de outrora, pesou no passado (2013-2018), pesa hoje (2019) e pesará no futuro em todos os processos de tomada de decisão quanto ao futuro do concelho”, garantindo que a autarquia vai permanecer focada em “desenvolver projetos que permitam alcançar o desenvolvimento social e económico que o concelho e os fornenses merecem, sendo certo que sempre que existirem estudos deste tipo, sejam eles efetuados pelo Conselho de Finanças Públicas ou Ordem dos Economistas, e se tenha em conta (e bem) a dívida do Município, há a esclarecer o seguinte: torná-la minimamente sustentável fui um trabalho duro, corajoso e alcançado com sucesso; diminuir o seu valor é uma luta e obrigação diária; conseguir colocar o Município com bons indicadores quanto à sua sustentabilidade financeira será possível mantendo uma política responsável apenas alcançável a longo prazo”.

 

 

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