Diretor: Paulo Menano

“Através da Feira da Saúde temos conseguido envolver toda a comunidade e instituições em prol de Fornos de Algodres”

O Mercado Municipal de Fornos de Algodres acolhe no próximo sábado, 27 de outubro, a IV Feira da Saúde da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia, direccionada para a alimentação saudável e exercício físico.
Para desvendar mais pormenores sobre o evento e sobre o futuro da Santa Casa da Misericórdia, falamos com Luís Miguel Ginja, Provedor da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Fornos de Algodres, cargo que assume até 31 de dezembro do corrente ano, altura em que finda o seu mandato à frente da instituição. Certa está já a sua recandidatura ao cargo, cujo escrutínio será decidido por votação dos Irmãos a 11 de novembro próximo. Até à data, não são conhecidos outros candidatos. (Entrevista publicada a 26 de Outubro de 2018 no Jornal Notícias de Fornos de Algodres)

Que Feira é esta e com que objectivos é organizada?
A Feira da Saúde surgiu em 2015 e é já uma referência na região. Nasceu através da vontade e iniciativa de um grupo de colaboradores e técnicos que se uniram com o objectivo de divulgar as ofertas/valências da instituição Santa Casa da Misericórdia, chamando ao evento a comunidade de Fornos de Algodres.

Porquê a escolha do Mercado Municipal para realização do certame?
Este ano a Feira realiza-se a 27 de outubro, mais tarde do que o habitual. Como temos como pretensão envolver mais instituições e pessoas nesta edição, optamos pelo Mercado Municipal devido às suas características em termos de dimensão e cobertura, o que também nos permite estar mais protegidos caso as condições meteorológicas não sejam as melhores.

 O que terá de diferente esta quarta edição?
Esta edição está mais direccionada para a alimentação saudável e para o exercício físico. Para além disso, terá de diferente não só a envolvência, como a participação de novos parceiros e visitantes. Este ano vamos envolver mais entidades como o IPJ, CEKS, Haloclinic, Polis Fitness, Orto-3G entre outras, além de todas aquelas que já nos acompanham desde o início.

Tem sido o rosto desta iniciativa. O que levou a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia a realizar esta Feira?
O rosto instituicional sou eu, mas o trabalho e de todos os colaboradores e dos nossos parceiros. A edição de 2018 coincide com o culminar do mandato da mesa administrativa, será portanto a última deste mandato. Desde a primeira edição que temos vindo a dar a conhecer à população o que fazemos e como fazemos. De certa forma, pretendíamos, e conseguimos, abrir portas à comunidade e trazê-la até nós. Penso que através da Feira da Saúde, que conta nesta edição com a participação de todos nossos parceiros e instituições públicas de Fornos de Algodres a custos muito reduzidos para a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia, temos conseguido envolver toda a comunidade e instituições em prol de Fornos de Algodres.

A par da divulgação dos serviços prestados pela Santa Casa, que actividades vão ser realizadas?
Teremos muitas ao longo do dia. Através do Agrupamento de Escolas, vamos ter um grupo de técnicos de restauração a confeccionar uma refeição ligeira para os nossos participantes mais séniores. O projecto Fornos Vida também vai estar representado na feira, teremos ainda um leque de workshops, palestras e rastreios gratuitos direccionadas para o exercício físico, prevenção e alimentação.

Qual a importância da realização deste evento para a população local?
É de extrema importância. Uma das missões desta feira é, não só envolver os parceiros, como dar a conhecer o seu trabalho e os serviços que prestam a nível local. Por outro lado, questões como a alimentação e o desporto são mensagens que precisam ser veiculadas e através da Feira da Saúde chegamos às pessoas. Por exemplo, o Centro de Saúde vai fazer uma divulgação sobre métodos contraceptivos e isso é muito importante na formação dos jovens.

De que forma a Santa Casa, no geral, e a realização deste evento, em particular, fomenta a economia local?
Investir em Fornos e nas instituições de Fornos é importante e esse foi um compromisso que assumimos desde que chegamos à Santa Casa: sempre que possível adquirir todos os consumíveis a empresas do concelho e da região. A Santa Casa tem um orçamento anual que ronda os 900 mil de euros. Se não tivermos a hombridade de ajudar e investir na economia local o nosso projecto não faz sentido. A Santa Casa da Misericórdia é de Fornos e tem de investir em Fornos. Através da realização desta Feira, mostramos aquilo que somos e o que temos para oferecer e, nos últimos anos, conseguimos ter uma taxa de ocupação das nossas valências de 100 por cento.

Relativamente à Santa Casa, que valências presta à comunidade?
Trabalhamos a área da saúde, através da Unidade de Cuidados Continuados, a área da terceira idade, através da Estrutura Residencial para Idosos, e abraçamos em 2016 o CLDS –3G Contrato Local de Desenvolvimento Social.

E que projectos tem para um futuro próximo?
Vários. O mais importante aguarda financiamento e passa pela ampliação das instalações. Nesta altura existe um projecto já aprovado de ampliação das atuais instalações, que para além de mais quartos e camas, contempla um centro de reabilitação. A obra está aprovada e poderá arrancar brevemente, uma vez que estamos a aguardar financiamento através de instituição bancária da área social.


É Provedor da instituição desde 2015. O que mudou desde então e que balanço faz deste mandato?
A nível interno mudaram muitas coisas, nomeadamente ao nível da gestão e aproveitamento dos recursos humanos. Penso que conseguimos abrir a Santa Casa ao exterior e trazer as pessoas até nós. Aliás, o nosso lema sempre foi “Por uma Irmandade Aberta” e a Santa Casa já é uma instituição de renome.
Atualmente, temos uma taxa de ocupação de 100 por cento na valência lar, sendo que mais de 50 por cento desta taxa de ocupação é feita por pessoas de Fornos de Algodres, contra os cerca de 10 por cento do passado. Desde 2015, o número de Irmãos que constituem a Irmandade Santa Casa da Misericórdia duplicou, estando actualmente em cerca de 200. Portanto, o balanço é muito positivo com a exceção de ainda não termos conseguido realizar as obras de ampliação.

Haverá eleições a 11 de novembro. Vai recanditar-se?
Sim, teremos eleições já no próximo mês. Sou recandidato e por vários motivos, um dos quais centra-se com o projecto que apresentei há quatro anos atrás, que foi um projecto de continuidade a oito anos em prol da Instituição. E se os Irmãos assim o entenderam, é minha pretensão continuar a desenvolvê-lo em mais um mandato.

(Entrevista publicada a 26 de Outubro de 2018 no Jornal Notícias de Fornos de Algodres)

 

 

 

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