Diretor: Paulo Menano

Atrair alunos internacionais continua a ser aposta do IPG

Com cerca de 40 anos de história, o Instituto Politécnico da Guarda (IPG) alcançou no último ano letivo um dos melhores resultados de sempre: mais 1.000 novos alunos e teve cerca de 700 candidatos internacionais.

Que a região se tem esvaziado dia após dia ninguém duvida, mas o que muitos não sabem é que o Instituto Politécnico da Guarda (IPG) tem sido uma alavanca na economia local com a captação de estudantes nacionais e internacionais.

No último ano letivo o IPG registou uma das maiores enchentes com mais 1.000 novos alunos nas fases de acesso e teve cerca de 700 candidatos internacionais – sendo que desses apenas 427 foram admitidos e 158 se matricularam em licenciaturas, TeSP e mestrados. Os esforços para contrariar o “inverno demográfico” da região são visíveis e, por decisão do Ministério da Ciência e do Ensino Superior (MCTES), as instituições de ensino superior (IES) do interior – como é o caso do IPG – passaram a ter a possibilidade de aumentarem em cinco por cento as vagas de acesso. Na Guarda, o Politécnico optou por fazer «um ligeiro aumento», de cerca de dois por cento, nalguns cursos como Informática, Comunicação e Relações Públicas, Gestão e Marketing, adianta o seu presidente. «Entendemos que não vale a pena estarmos a aumentar vagas, por exemplo em cursos como Engenharia Civil ou Engenharia do Ambiente, quando sabemos à priori que não iremos ter candidatos», justifica Constantino Rei, para quem «aumentar por aumentar não tem nenhum interesse para a instituição».

E para evitar um decréscimo na capacidade das instalações e dos recursos humanos, o IPG fez outra escolha: manter as vagas em Enfermagem. «Já estamos no limite da nossa capacidade. Estaríamos a prejudicar a qualidade de ensino em detrimento da quantidade», afirma o presidente. Mas, tal como foi avançado por O INTERIOR, a UBI aproveitou na totalidade a vantagem que tem sobre as IES do litoral e vai ganhar mais 62 vagas no concurso nacional de acesso, passando das 1.245 do ano transato para as 1.307. Algo que poderá afetar o ingresso de estudantes no Politécnico guardense: «É evidente que os candidatos que não forem colocados em Lisboa ou no Porto ocuparão as vagas da UBI e de outras universidades. Só depois é que poderão sobrar alguns que venham para o IPG», acredita Constantino Rei, considerando que a medida do Governo «não vai produzir efeitos» nos politécnicos do interior. «Não estou à espera que o efeito para a Guarda seja muito negativo, talvez seja neutro, mas não será positivo», sublinha.

Fonte:ointerior.pt

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