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Associação Geopark valoriza e preserva rios e ribeiras da Serra da Estrela

A Associação Geopark Estrela, com sede na Guarda, está a desenvolver um projeto de valorização, preservação e reinterpretação dos rios e ribeiras existentes no território da Serra da Estrela.

O projeto de “Valorização do Património Hidrológico do Território Geopark Estrela”, no valor de cerca de 50 mil euros, foi aprovado no âmbito de uma candidatura da Associação Geopark Estrela ao aviso Educação Ambiental + Sustentável: Repensar Rios e Ribeiras.
Segundo o coordenador executivo da associação, Emanuel de Castro, o projeto assenta nos pressupostos da candidatura da Serra da Estrela a Geopark Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), “de promoção de uma cidadania ativa no domínio do desenvolvimento sustentável e na utilização racional e eficiente dos recursos”.

Com a iniciativa, desenvolvida em parceria com o Instituto Politécnico da Guarda, a Universidade da Beira Interior (Covilhã) e a Universidade Nova de Lisboa, os promotores pretendem “fomentar a valorização, preservação e reinterpretação” dos rios e ribeiras existentes no território.
“Falar da [Serra da] Estrela e não referir o seu património hidrológico seria algo impensável, uma vez que a sua paisagem é também moldada pelos seus cursos de água e é constituída por 25 lagoas e quatro rios, dois dos quais são os maiores rios nascidos em território nacional – Zêzere e Mondego, de onde brota também o Alva”, é referido.
Segundo a fonte, “neste contexto, percebe-se que a água, a geologia e o desenvolvimento humano sempre conviveram numa relação simbiótica, fazendo, por isso, neste território, perante todas as evidências apresentadas, ainda mais sentido que o Património Hidrológico da Serra da Estrela seja uma preocupação deste candidato a Geopark Mundial da UNESCO, aliado à sua estratégia baseada na conservação do património geológico e geomorfológico, em associação com os restantes elementos do património natural e cultural”.
A ação também pretende “proteger o ambiente aquático contra os danos causados pelas emissões poluentes, restaurar o funcionamento dos sistemas naturais e combater a perda de biodiversidade e, ao mesmo tempo, assegurar o fornecimento de água de qualidade às populações e às atividades económicas, protegendo-as dos fenómenos hidrológicos extremos, como as cheias e as secas”, indicou Emanuel de Castro.
Recorde-se que a Associação Geopark Estrela entregou em novembro de 2017 a candidatura da Serra da Estrela a Geopark Mundial da UNESCO.

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