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António Costa diz que é “essencial” dinamizar relações transfronteiriças

Durante uma visita à Adega Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo, um concelho do distrito da Guarda situado próximo da fronteira, o primeiro-ministro disse esperar que fronteira seja ponto de ligação com Espanha, uma vez que considera ser essencial dinamizar as relações transfronteiriças. O tema terá lugar na próxima Cimeira Luso-Espanhola.
O primeiro-ministro, António Costa, considera “essencial” dinamizar as relações transfronteiriças e disse esperar que a fronteira seja “um ponto de ligação” com Espanha. Segundo António Costa, “foi precisamente por isso” que foi definido “como objetivo fundamental” da próxima Cimeira Luso-Espanhola o tema da cooperação transfronteiriça. “Porque, de uma vez por todas, temos de utilizar aquilo que foi uma trincheira que durante séculos se justificou para afirmarmos a nossa independência nacional como um ponto de ligação com Espanha”, disse António Costa durante uma visita à Adega Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo, um concelho do distrito da Guarda situado próximo da fronteira.
O primeiro-ministro adiantou que na próxima Cimeira Luso-Espanhola, que terá lugar na Guarda, em junho, um dos temas a discutir será sobre quais são as intervenções que podem ser feitas “nas infraestruturas rodoviárias, fluviais e ferroviárias para reforçar” a ligação transfronteiriça.
“E, no nosso programa nacional de infraestruturas, que na semana passada apresentámos na Assembleia da República, estão previstos precisamente 200 milhões de euros para vir a financiar aquilo que viermos a acordar com Espanha, como as intervenções prioritárias para reforçar as relações transfronteiriças”, afirmou. António Costa disse ainda que é necessário criar melhores condições para atrair empresas que gerem emprego e fixem populações nas regiões do interior. Para isso, o Governo, na reprogramação dos fundos comunitários reforçou em cinco mil milhões de euros as verbas destinadas ao apoio ao investimento empresarial.
“Mas, com um dado muito importante: desses cinco mil milhões, 1.700 milhões só podem ser utilizadas por empresas precisamente nos territórios de baixa densidade”, apontou. O chefe do executivo referiu ainda que o Orçamento do Estado para este ano também prevê, entre outras medidas, “incentivos fiscais muito importantes” para as empresas que se queiram fixar no Interior.

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