Diretor: Paulo Menano

15 de outubro de 2017, um ano depois dos incêndios

Um ano depois dos incêndios de 15 de outubro de 2017, ainda há muito que fazer no que se refere à reconstrução das habitações total ou parcialmente ardidas. Nos concelhos de Seia e de Gouveia, no distrito da Guarda, foram reconstruídas 16 casas que arderam nos incêndios rurais de outubro de 2017, anunciaram os respetivos municípios.

Volvido que está um ano após aquele que foi considerado “o pior incêndio de sempre” em Portugal, são ainda muitas as marcas da passagem do fogo e há ainda muito trabalho pro fazer nos cerca de 40 municípios abrangidos pelas chamas.
Nos concelhos de Seia e de Gouveia, no distrito da Guarda, já foram reconstruídas 16 casas que arderam nos incêndios rurais de outubro de 2017, anunciaram os respetivos municípios.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a Câmara Municipal de Seia refere que “até ao momento, estão concluídas [as obras de recuperação em] 10 habitações e estão em execução 27 reconstruções”. “De acordo com dados atualizados pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), o concelho de Seia tem 37 pedidos de apoio contemplados no âmbito do Programa do Governo de Apoio à Reconstrução de Habitação Permanente”, que se referem “a dois apetrechamentos de habitações, 18 reconstruções parciais e 17 reconstruções totais, envolvendo 3,2 milhões de euros”, esclarece a fonte.
Segundo a autarquia de Seia, das 10 intervenções concluídas, “uma é relativa a apetrechamento, sete dizem respeito a reconstruções parciais e duas a reconstruções totais” de casas de habitação. O município presidido pelo socialista Carlos Filipe Camelo garante que apoiou a população “desde o primeiro dia dos incêndios de outubro de 2017”.

Já no concelho de Gouveia, segundo dados da Câmara Municipal, foram reconstruídas parcialmente seis habitações permanentes em Arcozelo (duas), Freixo da Serra (duas), Moimenta da Serra (uma) e Paços da Serra (uma). Em quatro habitações (em Folgosinho e em Melo), as obras de recuperação total ou parcial estão em fase final de execução e em três casas das localidades de Freixo da Serra, Melo e Vinhó, encontram-se em fase de execução. Por fim, estão por reconstruir nove habitações em Figueiró da Serra (duas), Freixo da Serra (duas), Gouveia (quatro) e Vinhó (uma).
O município de Gouveia presidido pelo social-democrata Luís Tadeu refere em nota enviada à Lusa que as situações onde as obras de recuperação dos imóveis não se iniciaram devem-se a “questões alheias ao município e à CCDRC”.
A fonte refere também um caso em que dois inquilinos “foram apoiados pelo município na procura de nova habitação para arrendamento, bem como em 50% no valor da renda”, dois processos “que surgiram recentemente e que se encontram em análise”, e uma situação que está em análise por falecimento da proprietária.

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